Por que branding não tem preço de tabela (e o que você está realmente pagando)

Por que branding não tem preço de tabela E o que você está realmente pagando quando investe na sua marca

Fábio Cambréa, designer de branding

Por Fábio Cambréa, fundador do Estúdio Fábio Cambréa
Atualizado em , leitura de 5 minutos

Papelaria preta com detalhes dourados e uma lâmpada acesa sobre uma mesa escura

Branding não tem preço de tabela porque cada projeto resolve um problema diferente. O investimento depende do momento da empresa, do tamanho da mudança e de onde ela quer chegar, por isso só pode ser definido depois de entender o negócio.

Quem pergunta “quanto custa um logo” costuma estar comparando coisas diferentes: um arquivo feito em poucas horas e um projeto que muda a forma como a empresa é percebida. Os dois se chamam marca, mas não são o mesmo produto.

Mão desenhando com lápis e régua sobre uma folha em branco, cercada de lapiseiras e canetas

O que você está realmente pagando?

Pelo caminho inteiro, não só pelo desenho. Um projeto de branding passa por cinco etapas, e o logo é uma peça dentro de uma delas.

É a parte mais visível do trabalho, mas não é a maior. Tudo o que vem antes é o que faz o logo funcionar, e tudo o que vem depois é o que faz a marca durar.

  1. Estrutura

    • Reunião de diagnóstico
    • Briefing
    • Análise do mercado
    • Estudo dos concorrentes
  2. Estratégia

    • Posicionamento
    • Público
    • Promessa
    • Voz da marca
  3. Emoção

    • O que o cliente deve sentir
    • Momento marcante da experiência
  4. Estilo

    • Cores e tipografia
    • Padrões gráficos
    • Sistema visual completo
  5. Engajamento

    • Aplicações
    • Entrega na Marca Viva
    • Orientações de uso

Repare onde o logo está: em uma das cinco etapas, ao lado de outras peças. Quem compra só o logo leva essa peça solta, sem o que vem antes e sem o que vem depois.

O que muda de um projeto para outro?

Seis coisas, principalmente. Cada uma vai de um ponto mais simples a um mais complexo, e é a combinação delas que define o tamanho do trabalho.

O momento

Lançar uma marca do zero ou reposicionar uma que já tem história, clientes e materiais no mercado.

LançamentoReposicionamento

A profundidade da estratégia

Do posicionamento essencial até pesquisa com clientes, análise detalhada dos concorrentes e workshops com a equipe.

EssencialCom pesquisa

O nome

Trabalhar com um nome que já existe ou criar e validar um nome novo, o que pede pesquisa e testes.

Nome existenteNaming

O tamanho do sistema

Quantas aplicações a marca precisa: redes sociais, papelaria, embalagem, sinalização, apresentações.

Poucas peçasSistema amplo

Os mercados e idiomas

Uma marca que vai vender fora do Brasil precisa funcionar em mais de uma língua e de uma cultura.

Um paísVários mercados

O prazo

Um cronograma confortável ou uma data de lançamento apertada, que exige mais dedicação ao mesmo tempo.

Prazo flexívelLançamento urgente

Por isso dois projetos chamados de branding podem ter investimentos muito diferentes, e os dois estarem certos. Só para ter uma ideia de escala: o rebranding da OLX, que envolveu dezenas de países, levou dois anos e consumiu cerca de 1 milhão de dólares, segundo o jornal romeno Capital. Uma empresa pequena não precisa de nada perto disso. Precisa de um projeto do tamanho certo para o seu momento.

Branding é custo ou investimento?

Investimento, quando bem feito. A pesquisa mais citada sobre o tema é o estudo da McKinsey sobre o valor do design, que acompanhou 300 empresas de capital aberto por cinco anos. As empresas com melhor desempenho em design cresceram muito mais que seus concorrentes do mesmo setor:

+32
pontos percentuais de crescimento de receita em relação aos concorrentes, no período de cinco anos
+56
pontos percentuais de retorno aos acionistas no mesmo período

O detalhe mais interessante: entre as empresas medianas, a diferença era pequena. O mercado premiou quem realmente se destacou, não quem fez o básico. O estudo mede design de forma ampla, não só branding, mas a lógica é a mesma: marca comum dá resultado comum.

Para uma empresa pequena, o retorno costuma aparecer assim:

  • Cobrar o valor certo. Uma marca profissional sustenta um preço que uma marca amadora não sustenta.
  • Vender com menos esforço. O cliente chega na conversa já confiando, porque a marca fez parte do trabalho antes.
  • Ser lembrado e indicado. Marca clara é fácil de recomendar.
  • Parar de competir só por preço. Quem se diferencia não precisa ser o mais barato.

Quanto custa não fazer?

O custo de uma marca fraca não aparece numa fatura, por isso parece zero. Mas ele está lá:

  • Desconto para compensar a insegurança. Quando a marca não transmite valor, o preço cai para fechar a venda.
  • Material refeito a cada fornecedor. Sem um sistema, cada gráfica, site ou post sai de um jeito.
  • Rebranding antes da hora. A marca feita às pressas não aguenta o crescimento e precisa ser refeita em dois ou três anos.
  • Tempo explicando o que a marca deveria dizer sozinha. Cada reunião começa do zero.

A marca amadora não é grátis. Ela só cobra a conta em parcelas.

Como descobrir o investimento certo para a sua marca?

Com uma conversa de diagnóstico. É nela que o estúdio entende o momento do negócio, o tamanho da mudança necessária e o que faz sentido agora, antes de falar em proposta.

Para aproveitar bem esse encontro, vale levar:

  • O momento do negócio e onde você quer chegar nos próximos anos
  • Onde a marca vai aparecer: canais, produtos e países
  • O prazo que você tem em mente
  • Marcas que você admira e marcas com as quais não quer se parecer

Depois disso, você recebe uma proposta com escopo, etapas e prazos desenhados para o seu caso, não um pacote genérico.

Mão começando um traço com lapiseira sobre uma folha em branco, ao lado de compasso e lupa

Perguntas frequentes

Por que o preço de branding varia tanto entre designers e estúdios?

Porque o que está incluso muda muito. Um orçamento pode cobrir só o logo, outro pode incluir estratégia, sistema visual completo e implantação. Antes de comparar valores, compare o escopo e o que você vai receber de verdade.

Dá para fazer branding por etapas?

Em muitos casos, sim. É possível começar pela estratégia e pelo essencial da identidade visual, e ampliar as aplicações conforme o negócio cresce. O importante é que a base seja bem construída desde o início.

Quanto tempo leva para o branding dar retorno?

Alguns efeitos aparecem logo, como mais confiança na hora da venda e mais clareza na comunicação. Outros, como ser lembrado e indicado, crescem com o tempo e dependem de usar a marca com consistência.

Vamos conversar sobre a sua marca?

No Estúdio Fábio Cambréa, todo projeto começa por uma reunião de diagnóstico. É onde entendemos o seu negócio e desenhamos juntos o caminho certo, no tamanho certo.

Sua marca não tem preço de tabela porque o seu negócio também não tem.

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Leia também: Branding, identidade visual ou rebranding: o que sua empresa realmente precisa?

Fábio Cambréa

Sobre o autor

Fábio Cambréa é designer de branding e identidade visual e fundador do Estúdio Fábio Cambréa. Há quase uma década cria marcas para empresas no Brasil e no exterior, com mais de 500 projetos entregues. É criador da Metodologia 5E e da Marca Viva. Conheça o estúdio.

Fontes