7 sinais de que sua marca precisa de reposicionamento E como saber se o seu caso é reposicionamento, rebranding ou só um ajuste
Por Fábio Cambréa, fundador do Estúdio Fábio Cambréa
Atualizado em , leitura de 4 minutos
Reposicionar uma marca é mudar o lugar que ela ocupa na cabeça das pessoas e no mercado: para quem ela fala, o que promete e com quem compete. Faz sentido quando o negócio mudou e a percepção ficou para trás.
Mas nem todo incômodo com a marca pede um reposicionamento. Às vezes o caso é um rebranding, às vezes só um ajuste. Por isso, cada sinal abaixo vem com uma indicação do que ele costuma pedir. Se quiser entender a diferença entre esses caminhos, ela está explicada em branding, identidade visual ou rebranding.
Os 7 sinais
Leia cada um e marque os que você reconhece na sua empresa. No final, você recebe uma orientação.
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O seu público mudou, mas a marca continua falando com o antigo
A empresa começou atendendo um tipo de cliente e hoje vende para outro, ou mudou de país, mas a comunicação ainda conversa com quem já não é o foco.
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Você quer cobrar mais, mas a marca ainda parece barata
A qualidade do que você entrega subiu, o preço precisa acompanhar, mas a marca ainda transmite a empresa de alguns anos atrás.
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Você precisa explicar demais o que faz
Toda conversa com um cliente novo começa com uma longa explicação. Quando a marca comunica bem, parte desse trabalho já chega feito.
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A empresa cresceu e a marca ficou pequena
Vieram novos produtos, serviços ou mercados, e o nome ou a identidade parecem presos ao que a empresa era no começo.
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Você compete só por preço
Quando o cliente compara apenas o valor, é porque ele não está enxergando o que torna a sua empresa diferente.
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Você ficou parecido com os concorrentes
Mesmas cores, mesmas frases, mesmas fotos. Se você cobrir o nome nos seus materiais, ninguém sabe de quem são. É o problema que explicamos em por que tantas marcas estão parecendo iguais.
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Você sente receio de mostrar seu material para clientes maiores
Antes de enviar uma proposta importante, bate a vontade de explicar que a marca “ainda vai mudar”. Se a estratégia continua certa e só o visual envelheceu, uma atualização pode bastar.
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Marque os sinais que você reconhece para receber uma orientação.
O autodiagnóstico é uma orientação inicial e não substitui uma análise do seu negócio.
Exemplo: quando a Starbucks tirou o café do logo
Em janeiro de 2011, ao completar 40 anos, a Starbucks apresentou um logo sem as palavras “Starbucks Coffee”, apenas com a sereia. Segundo a Nation's Restaurant News, Howard Schultz, então presidente da empresa, explicou que a mudança dava liberdade para pensar além do café.
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1971
Café, chá e especiarias
- Logo marrom, com as palavras coffee, tea and spices ao redor da sereia
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1987
Starbucks Coffee
- Logo verde e preto, com o nome e a palavra café no anel
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2011
Só a sereia
- Sem palavras, para uma empresa que queria vender mais do que café
A empresa já planejava vender em supermercados e ampliar a oferta. Na época, Schultz chegou a dizer que a Starbucks poderia ter produtos com o seu nome e sem café nenhum, como registrou a Campaign.
A mudança também recebeu críticas de clientes nos primeiros dias, segundo a The Drum. Até um reposicionamento bem pensado precisa ser bem explicado.
Repare na ordem: primeiro veio a decisão estratégica de ir além do café. A mudança no logo foi a consequência visual. É assim que reposicionamento e rebranding se encontram.
Perguntas frequentes
Reposicionamento é a mesma coisa que rebranding?
Não. Reposicionamento muda o lugar que a marca quer ocupar no mercado: público, promessa e concorrência. Rebranding muda a marca em si, como identidade visual, nome ou linguagem. Muitas transformações envolvem os dois, mas um pode acontecer sem o outro.
Reposicionar a marca significa mudar o nome?
Não necessariamente. Em muitos casos o nome continua e o que muda é a estratégia, a mensagem e a forma de se apresentar. O nome só muda quando ele limita o negócio, confunde o cliente ou não funciona no novo mercado.
Reposicionar faz a empresa perder os clientes atuais?
Pode acontecer se a mudança for brusca e mal explicada. Quando a empresa comunica o porquê da mudança e cuida da transição, os clientes atuais tendem a acompanhar, e a marca passa a atrair também o público que ela quer conquistar.
Marcou mais de dois sinais?
O próximo passo é entender qual é o seu caso: reposicionamento, rebranding, os dois ou só um ajuste. É isso que a reunião de diagnóstico do estúdio responde, antes de qualquer proposta.
Mudar de lugar não é apagar a sua história.
Solicitar diagnóstico estratégicoLeia também: O que acontece depois que o branding termina?